Socioexpografista

Nick Bostrom é diretor do Future of Humanity Institute em Oxford. Um exemplo de pesquisador que utiliza diversos canais de comunicação em formato abertos para construção de reputação a partir da curadoria digital.

nickbostrom.com

Como um tecnologista humanista, sempre busco identificar outros pesquisadores e formadores de opinião, entusiastas com a proposição humanista, como Nick Bostrom.

Muitos começaram a ficar em evidência a partir de uma série de expectativas da atualidade em relação aos avanços da inteligência artificial como um novo ciclo de revolução industrial.

Um estágio cada vez mais orientado a autonomia cognitiva da própria indústria - de forma que possa a depender cada vez menos do que costumavam pensar as pessoas com titulações acadêmica como 'trabalhadores do conhecimento'.

criação das bibliotecas públicas e as expectativas para o aprimoramento humano

Um recorte da minha pesquisa, envolve compreender como entendemos inteligência e a distribuição de recompensa destes novos 'trabalhadores do conhecimento' como algum tipo de sistema de equivalência com os instrumentos de avaliação da performance: e no meio disso tudo existem questões relativas ao mistério da consciência, a nossa relação com a memória, e as diferenças entre a memória humana e a memória computacional.

Estou propenso a acreditar, que devido a distribuição de recompensas econômicas serem derivadas de modelos de certos modelos de equivalência a partir do nossos processos de escolarização, que a nossa forma de lidar com jovens e idosos é diferente, de acordo como cada cultura ressignifica os seus instrumentos de avaliação de performance.

Os mais fatalistas em relação a inteligência artificial, são geralmente aqueles que foram extremamente aculturados a associar inteligência ao modelo mental matemático computacional. Até mesmo as perspectivas de múltiplas inteligências, acaba as associa a um esquema de avaliação de performance derivado da máxima do managerialismo industrialista: só é possível gerir o que é possível medir, logo, temos concursos e avaliação de performance em quase tudo, para cantar, para cozinhar, para escrever, para pintar.

Quando menos percebemos, estamos lá, colocando pessoas que mal tem o que comer em casa, para competir em olimpiadas de matemática, ou aparecer bonito na foto em projetos de incentivo a leitura, celebração um aculturamento em relação ao ensino superior, baseado em métricas e certificações .

No final, acabamos destruindo instituições idealizadas a partir de uma certa perspectiva humanista clássica, relacionada a defesa da liberdade de pesquisa, em ambientes orientados ao fascínio pela regulação e controle, eliminando dos espaços as possibilidades de alteridade, abstração, criatividade e imaginação humanas.