ExtraLibris: Compondo Exposições Conectadas

Catálogo é uma palavra com vários significados e aplicações e em cada contexto é uma forma de apresentar os items de uma coleção. Desde os antigos catálogos de produtos no varejo, enviados por correspondência, passando pela forma que as bibliotecas criaram fichas técnicas do acervo, os catálogos de moda, gastronomia, até os catálogos de arte que apresentam os objetos em exposição em uma galeria ou museu.

Quando os catálogos foram digitalizados, foram representados para as tecnologias digitais e aplicativos, durante o período de ampliação do acesso aos computadores e os dispositivos móveis orientados a interfaces, grande parte dos catálogos foram repensados dentro do contexto do marketing e do comércio varejista. Ou seja, vinculados a plataforma de comércio eletrônico.

Por outro lado, as plataformas de redes sociais e gerenciamento de conteúdo, adotam essencialmente uma abordagem jornalística: os conteúdos são exibidos cronologicamente, representam o compartilhamento de acontecimentos, de um fluxo contínuo e abundante de produção em grande escala de conteúdos em vários formatos e para vários tipos de midias.

No entanto não temos plataformas específicas para a criação de catálogos em formatos abertos, em que os conteúdos produzidos não representem algo de caráter noticioso, mas o que possa ser consultado sobre um determinado objeto, ou como preferimos atribuir para a ExtraLibris: artefatos culturais.

Um dos objetivos da socioexpografia ExtraLibris é democratizar a memória participativa. Para isso foi preciso criar tecnologias sociais de baixo custo para que os cidadãos pudessem aprender a organizar e compartilhar seus acervos de artefatos culturais. Então foi preciso recompor os catálogos.

Por outro lado, instituições relacionadas ao controle e acesso de artefatos culturais, tratam os catálogos na perspectiva de criação de fichas técnicas funcionais, que cumprem o papel de identificar e representar os artefatos, para cumprir funções de inventário.

Como repensar os catálogos enquanto plataformas de publicação abertas e que permitam a atribuição de vários elementos sobre um mesmo objetos adotando as interfaces digitais, para que os artefatos não sejam tratados apenas pela perspectiva de controle de inventário de um lado, e do outro lado, não cumpram expectativas econômicas e ou para projetos relacionados a instituições de memória.