Tecnologista Humanista
Às vezes acontece de você ter as ideias mais criativas enquanto está guardando a roupa passada, lavando pratos ou não fazendo nada em especial? É porque, quando seu corpo está no piloto automático, seu cérebro fica ocupado formando novas conexões neurais que conectam ideias e resolve problemas. Aprenda a amar o tédio com a explicação de Manoush Zomorodi sobre a conexão entre divagação e criatividade.

Quando no ano de 2001, fiz a leitura do livro 'O ócio criativo', as pesquisas de Domenico De Masi tiveram uma influência transformadora na minha relação com o trabalho e o tempo livre.

Desde então, passei interessar-me cada vez mais, pela psicologia social por trás da criação e as relação das pessoas com grandes artistas, cientistas e empreendedores.

Nos educarmos, pela perspectiva da escolarização como um tipo de dever social, diretamente relacionado ao encontro de algum tipo de ocupação: o que você vai ser quando crescer, é aquela pergunta lugar comum em nossas relações familiares.

Defender os direitos de liberdade criativa e auto-organização para que as pessoas criem novos projetos não é um lugar comum em nossa cultura. Mas em uma era de abundância de conteúdos, é um tipo de consciência que merece ser democratizada. Principalmente em um cenário em que cada vez mais as tecnologias de comunicação estão a disposição e presentes em nosso tempo ocioso.

A forma que lidamos com o tempo que temos livre, quando não precisamos cumprir uma série de obrigações econômicas, esta muito relacionada a formação do nosso caráter, do nosso espírito e visão do mundo.

O que você faria, se não se sentisse moralmente obrigado a fazer nada?

Morreria de tédio, ou aproveitaria a liberdade para criar?