Democratizando a socioexpografia

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As empresas que se dedicam a uma parceria de qualquer tipo - seja em uma joint venture, aliança, ou mesmo uma fusão - precisam compreender que colaboração organizacional é uma escada composta por quatro degraus.

As perspectivas, expectativas e o comportamento das empresas parceiras determinam até que ponto da escada elas podem realmente alcançar.

Vamos analisar por que algumas parcerias permanecem presos nos degraus mais baixos, enquanto outras alcançam todo o caminho até o topo.

Degrau 1: envolvimento acidental (1+1 < 2)

Cada parceiro tenta empurrar os outros na escada, e os dois acabam caindo da escada, mesmo antes de chegar ao segundo degrau. Esta colaboração é como um casamento de conveniência, onde ambas as partes se envolvem em 'farsa' e a parceria como um jeito de antecipar movimentos dos concorrentes, cumprir com as regulamentações do governo, ou aproveitar oportunidades de curto prazo.

Por exemplo, algumas empresas entram em parcerias "fly-by-night" para criar o fator MID (medo, a incerteza e dúvida), ou seja, para dissuadir os clientes de comprar um produto rival. Da mesma forma, empresas estrangeiras são obrigadas por lei a constituir uma joint-venture com empresas locais, quando entram em alguns mercados emergentes. Infelizmente, desprovidos de valor intrínseco, estas parcerias tendem a entrar em colapso em pouco tempo.

Degrau 2: cooperação transacional (1+1 = 2)

Ambos os parceiros se revezam para subir a escada, sem ajudar uns aos outros. Tendo atingido o segundo degrau e conhecendo as suas necessidades de curto prazo, eles se contentam em ficar lá, sem saber da possibilidade de subir o próximo degrau. Eles co-operam, mas raramente co-criam. Muitas Joint-ventures caem nesta categoria: eles estão bem estruturados (graças aos advogados da empresa), com os papéis e responsabilidades de todas as partes claramente delineados. Ambos os parceiros experimentam uma certa quantidade de satisfação na medida em que retornam o dinheiro que investiram no negócio. No entanto, a colaboração é seca e carece de faísca, com os parceiros jogando dentro de uma zona de segurança, cujos limites nunca são explorados.

Degrau 3: co-criação intencional (1+1 = 3)

Cada parceiro ajuda o outro subir mais rápido para que ambos possam chegar ao topo em menos tempo com menos esforço. Cada parceiro está muito consciente das forças e fraquezas dos outros e cada um procurar ampliar a outras forças para o bem coletivo. Eles começam a co-criação de novas ofertas através da combinação de suas capacidades complementares - como os músicos de jazz individuais que se reúnem para improvisar a música, cada um trazendo suas próprias forças e criar algo maior e mais original do que eles poderiam individualmente. No entanto, porque ambos os parceiros empresariais estao demasiado ocupados a colaborar para seu próprio bem, eles não prestam atenção suficiente para promover o bem maior da indústria ou da sociedade em geral.

Degrau 4: parceria Integral (1 +1 = 11)

Todos os parceiros ajudam os outros a subir a escada - e no processo de ajudar os outros, chegam até o topo da escada. Eles estão criando conscientemente um novo caminho que cria sinergias para si, deixando uma trilha para os outros seguirem. A intenção da colaboração não é só o sucesso de seus participantes, mas de toda a comunidade também.

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Em um mundo cada vez mais complexo e interdependente, as parcerias têm um papel significativo. Desenvolver parcerias de sucesso requer uma perspectiva de longo prazo, clareza de papéis, uma decisão-quadro e motivação claras.

Onde está a sua própria organização nesta escada da colaboração? O que seria necessário para a sua organização para dominar a matemática de colaboração?

por Navi Radjou, Jaideep Prabhu, Prasad Kaipa, Simone Ahuja.

Fonte: Harvard Business Review - The New Arithmetic of Collaboration.