Como poderiamos pensar uma nova formação para os Bacharéis em Biblioteconomia?
Minha proposta – escrita de forma bem simples – é de concentrarmos esforços em quatro competências:
- Biblioteconomista: orientar a bibioteca para a qualidade e eficiência nos serviços prestados, orquestrando a atuação de diferentes especialistas (notem, outros profissionais) para desenvolver serviços que melhor atendam aos usuários.
- Projetista de Serviços de Informação: um profissional capaz de indentificar problemas relacionados a informação e documentação, e planejar serviços específicos para resolver estes problemas, sejam em bibliotecas e centros de documentação, ou serviços de informação digitais.
- Assessor Informacional: hibrido entre o biblioteconomista e o projetista de serviços de informação. O biblioteconomista trabalha no ambiente da biblioteca, o projetista não precisa trabalhar necessáriamente em nenhuma ambiente, mas planejando serviços de informação para implementação nestes. Mas o assessor é um profissional solo, que está comprometido em oferecer apoio a algum processo organizacional, ou a uma pessoa ou comunidade específicos, independente da existência de bibliotecas ou centros de documentação.
- Pesquisador Tecnológico: é gritante a necessidade de realização de pesquisas tecnológicas – criando uma relação efetiva entre teoria e práticas profissionais – para que se busquem novas soluções para os problemas relacionados aos serviços de informação e a experiência dos usuários nas bibliotecas e em processos documentais.
Genial!
Eu só incluiria mais um ramo:
Marqueteiro da Informação: é um profissional que atua em todas as mídias e meios de comunicação digitais afim de disseminar de forma seletiva a informação antevendo a necessidade do usuário.
Muito Bom.
Vejo que a atuação do novo profissional deveria ser focado nas redes sociais, mas não como um “intermediário”, e sim como um usuário ativo “infiltrado” na rede. Assim, através de sua presença e interação com os demais participantes, ele poderia detectar as necessidades dos usuários e assim oferecer soluções informacionais (serviços ou produtos) para os mesmos.
Abraços.
Olá Guilherme e Jefferson.
As observações de vocês são interessantes e ressaltam bem a preocupação que o profissional deve ter com a questão de marketing – que é um campo muito mal compreendido e confundido com publicidade de bibliotecas e bibliotecários.
Quando pegamos os textos para ler sobre o que bibliotecários podem fazer, percebemos que eles são um levantamento de novas possibilidades de mercado (ação cultural, arquitetura web, organização de acervos), mas muitas vezes pensadas sem fazer uma real conexão com o ethos profissional.
Espero ter a oportunidade de dialogar com mais calma por aqui sobre esta questão com vocês.