O maior impacto que a Taxonomia por causar nas organizações do conhecimento é simplesmente o de dificultar o acesso às informações. Mas evidente, que as pessoas que geralmente estudam gestão do conhecimento em nosso modelo acadêmico, podem conhecer muita coisa sobre gestão, mas, evidente, pouca coisa de fato sobre os sistemas e as soluções informacionais emergentes.

A taxonomia é fundamental, quando você precisa construir um repositório documental que será acessado por muitas pessoas. Ou seja, garante critérios para recuperação da informação baseado no modelo clássico, top down. Em que um pequeno grupo define regras para o depósito de conteúdo, para facilitar que outro grupo pequeno tenha acesso ao mesmo depósito, e um grupo maior ainda, não entenda muita coisa e não consiga recuperar a informação.

Pior ainda, quando a taxonomia adotada é simplesmente uma representação da estrutura hierárquica da instituição. Em que todo o organograma da instituição, automáticamente transforma-se na estrutura de diretórios.

Evidente, que quando se fala em Gestão do Conhecimento, pensa-se logo em diversas pessoas que leram artigos interessantes sobre a internet, sistemas para controle e recuperação da informação, portais corporativos, e etc.

O problema é que o tempo que levaram para estudar a internet da década de 90, não puderam acompanhar a verdadeira transformação que está ocorrendo. E provavelmente, ao invés de vender para os clientes soluções baseadas em conceitos emergentes inovadores, vão se preocupar em vender da melhor forma que puderem tudo o que aprenderam na pós-graduação – provavelmente as pessoas que ainda vivem no universo dos e-mails e das pastinhas amarelas.