O que será de nós sem os livros impressos?

Posted on jan 15, 2009

O livro é a tecnologia quintessencial da modernidade; um meio de transporte através do espaço da experiência, à velocidade de um virar de página; como o poeta Joseph Brodsky colocou. Mas agora que movimento de virar de páginas concorre com a cintilação do ecrã de pixels, temos de considerar a possibilidade de que o livro pode não estar entre nós por muito mais tempo. Se optarmos por este para substituir o livro, o que será da leitura e da cultura que é fomentada pela impressão? E o que é que isso nos tem a dizer sobre nós mesmos, que podemos aposentar em breve a mais notável tecnologia de quinhentos anos de existência?

Vale a leitura completa: People of the Screen – Christine Rosen.

Mais leitores de livros eletrônicos e as bibliotecas

Posted on dez 29, 2008

O título de uma matéria recente do The New York Times: Turning Page, E-Books Start to Take Hold (traduzido no Midia Global como: Mais Leitores estão optando por livros eletrônicos). Sobre o aumento da procura pelas novas tecnologias de suporte a leitura de livros (um livro é uma publicação impressa que constituí no mínimo 50 páginas).

É fato que diversos jornais impressos já estão deixando de existir lá fora, e o seu conteúdo está sendo produzido exclusivamente em formato digital.

Pensem nos dez anos que se passaram para a consolidação dos telefones celulares como tecnologia acessível para as diversas esferas de renda. Agora imaginem um cenário para as bibliotecas nos próximos dez anos.

A questão é, se uma nova tecnologia para leitura e troca de livros consilidar-se, teremos então a oportunidade para a consolidação dos investimentos em novos modelos de bibliotecas.Valendo apostar nos ambientes como prestadores de serviços para a formação de comunidades locais e redes sociais temáticas.

Os minhas leituras não-ficcionais do ano de 2007

Posted on dez 28, 2007

As minhas principais leituras foram:

A tensão entre a narração e a informação

Posted on out 11, 2007

O que o senhor acha dos caminhos abertos pelas novas tecnologias?

“A grande tensão que ocorre em nossos dias é a que confronta a narração com a informação. A novela é um gênero que concentra a experiência e o sentido e que envolve profundamente o sujeito que lê. A informação, por sua vez, deixa o sujeito de fora, o transforma em espectador. Assim surgiu outro tipo de autoridade. E está gerando uma sensação paranóica. É tal a quantidade de informação que sempre parece faltar um dado e que portanto você está desinformado. O positivo das novas tecnologias é que, ao favorecer a intervenção das pessoas, voltam a transformá-las em sujeitos. Esse é o caminho mais estimulante. E, curiosamente, foi Borges quem se antecipou para revelar essas modificações técnicas.” Ricardo Piglia.

Original em: El País.

Via: Midia Global (tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves).

A Sabedoria das Multidões

Posted on ago 14, 2007

Passagens interessantes do primeiro capítulo:

“a opinião independente é um ingrediente fundamental para decisões coletivas sábias e também uma das coisas mais difíceis de preservar. Como a diversidade ajuda a preservar essa independência, é difícel ter um grupo coletivamente sábio sem ela.”

“os grupos mais inteligentes, portanto, são compostos de pessoas com diferentes pontos de vista que são capazes de se manterem independentes umas das outras.”

“quando as pessoas que tomam decisões são muito parecidades – em visão de mundo e disposição – elas facilmente se tornam presas do pensamento grupal. Grupos homogêneos ganham coesão mais facilmente do que grupos heterogêneos, e à medida que ganham maior coesão eles também tornam mais dependentes do grupo, mais isolados de opiniões externas e, portanto, mais convencidos de que a avaliação do grupo sobre temas importantes está certa. Esse tipo de grupo, partilha uma ilusão de invulnerabilidade, um desejo de eliminar quaisquer argumentos contrários à posição do grupo e uma convicção de que a discordãncia não é útil.”

A Sabedoria das Multidões – James Surowiecki

7 Livros Pessoais

Posted on ago 3, 2007

A minha proposta para um meme é a seguinte: sugerir ao visitantes dos nossos blogs leituras que sejam representativos do nosso perfíl profissional e também revelem um pouco de nossos interesses íntimos com a leitura. Cada pessoa seleciona 7 livros, 3 que tenham relação direta com sua atividade profissional, 2 não-ficção e 2 ficção.

Minha lista dos livros imperdíveis é a seguinte:

A Nova Desordem Digital, David Weinberger

As regras que serviram para organização da informação no mundo físico são limitadas em relação as potencialidades do universo digital. O autor nos oferece uma pequena viagem pela história dos sistemas de classificação do conhecimento, desde Aristóteles até Ranganathan. E demonstra os problemas relacionados ao essencialismo na classificação e suas implicações em ambientes digitais.

Wikinomics, Don Tapscott & Anthony D. Williams

Uma perspectiva econômica sobre a dinâmica de baixo para cima e a relação com a inovação nas organizações. E como as tecnologias colaborativas contribuem com isso. Open Innovation, Open Source, Open Culture.

O Ponto de Desequilibrio, Malcolm Gladwell

Como surgem certos modismos e propagam-se as epidemias sociais. Precisamos apenas de um expert, um comunicador e um vendedor. Mas na verdade o livro vai muito além destas questões.

A Breve História de Quase Tudo, Bill Bryson

Uma viagem pela química, física, astronomia, geologia, paleontologia, etc, contada por um não-cientísta, escritor de livros de viagens. Fundamental.

Confissões de um Filósofo, Bryan Magee

A História da filosofia ocidental, contada de forma cativante por um dos proeminentes divulgadores da filosofia ingleses. Único livro que lí com prazer duas vezes seguidas.

Desonra, J. M. Coetze

Uma fotografia da hipocrisia cultural e crítica às consequências do relativismo cultural na África. Mas que vale, evidente, para qualquer lugar do mundo.

A Peste, Albert Camus

Em O Estrangeiro, obra mais popular de Camus, compartilhamos com o personagem o sentimento de não pertencimento, que representa a solidão inifinita comum a todos nós. Mas é no livro A Peste que Camus nos oferece uma solução. O caminho da felicidade individual está em contribuir e agir com responsabilidade em relação a felicidade do próximo. Pena que não seja tão popular, e geralmente mal intepretado e incompreendido.

Tive a idéia de compor esta lista, quando estava selecionando leituras sugeridas para utilizar o meu programa de afliado de forma civilizada neste blog. Não gostaria de utilizar este blog como chamariz para simplesmente tentar ganhar dinheiro através da internet, mas em divulgar de forma sincera livros que eu teria prazer de conversar em uma mesa de bar com os amigos.