Erudição não deveria ser confundida com conhecimento

Fiz uma tradução apressada de uma passagem muito interessante de um artigo recentemente publicado na AI & Society chamado: Information to control, knowledge to decide: a short account of a contemporary misunderstanding, por Massimo Negrotti.

É importante observar que através de todos os meios de armazenamento de conhecimento, em a sua forma plural, que os seres humanos inventaram através da história pode ser entendido como a tentativa de pôr um enorme quantidade de informação à disposição, inclusive hábitos tradicionalistas e modelos culturais, baseados em “dar uma olhada rápida por cima da mesa” estratégia utilizada para resolver problemas; isto é, para controlar eventos naturais ou sociais através do reconhecimento de suas características dentre os vários recursos informacionais registrados.

Sem dúvida, é fácil argumentar que em uma biblioteca comum, devido a quantidade de livros ou jornais, podemos corretamente definí-los como “repositórios de conhecimento” cobrindo uma pequena porção porque, por via de regra, quando um livro é escrito, o processo de conhecimento já foi concluído. E nós normalmente devemos apenas, retroceder através da leitura ao pensamento produzido pelo autor, mas na verdade assim, não produzimos o conhecimento: só somos informados sobre o conhecimento processado por outra pessoa. Este processo, naturalmente, é muito relevante e geralmente necessita de grande atenção e inteligência, mas um verdadeiro novo processo de produção de conhecimento começa só e se, somos capazes de criticar o que lemos, gerando algo novo nós mesmos.

É por isso que a erudição não deveria ser confundida com o conhecimento: a erudição significa em um grande montante da informação e uma, muitas vezes, grande falta da verdadeira capacidade de conhecimento. Na nossa sociedade, a erudição tende a ser confundida com o conhecimento e também graças ao poder dos meios de comunicação de massa, que nos derrama grande quantidade de todas as espécies de informação, normalmente de forma muito simplificada, especialmente dos jornalistas ou peritos genéricos, que von Hayek uma vez engenhosamente chamou “negociantes de idéias de segunda mão” (von Hayek 1949).

A proporção de publicações que permitem que os seres humanos extenalizem o seu próprio trabalho intelectual, no tocante a um processo de conhecimento verdadeiro, é pequeno de fato, e a proporção de tempo dedicada é oposta ao que deveriamos realmente estar nos dedicando, a seguinte colocação “a capacidade de produzir perguntas boas e originais, ao contrário de apenas processar informação, para que possamos realmente controlar alguns aspectos de nossas vidas.”

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Comentário to “Erudição não deveria ser confundida com conhecimento”

  1. Fabiano Caruso | Livros, Redes, Aprendizagem e Inovação Says:
    12 de junho de 2007 at 6:05 pm

    [...] da InformaçãoApenas para relembrar: Erudição não deveria ser confundida com conhecimento. Então, leituras para sair do lugar [...]

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