Respondendo ao convite do Thiago no BSF.
1. Carreira: comecei a trabalhar aos quatorze anos como bilheteiro em um parquinho de diversões para crianças em um shopping. Depois aos dezesseis office boy em uma firma de engenharia e fiz um curso de montagem e manutenção de computadores, passando por operador de rádio-chamada em uma empresa de pages pagers, assistente administrativo e em seguida administrador de banco de dados do setor de treinamento de uma operadora de telefonia celular, caixa de banco e depois de cansar de tudo me mudei para Florianópolis aos vinte e três anos para recomeçar a carreira em biblioteconomia, passando por diversos estágios em período integral, agora sou responsável pelo Setor de Informação em uma Fundação de Inovação Tecnológica.
2. Universidade: no final da adolescência comecei a acessar a internet, e me apaixonei por filosofia da ciência e divulgação científica frequentando listas de discussão. Mas como sempre trabalhei e nunca fui lá muito chegado aos métodos tradicionais de ensino, acabei ingressando em uma faculdade particular de Direito (pensando em me especializar em Direitos Humanos). Mas acabei trancando o curso por questões financeiras e alguns anos depois me mudei para Florianópolis e ingressei no curso de Biblioteconomia, influenciado pelas minhas leituras em divulgação da ciência e principalmente na época pelo livro As Tecnologias da Inteligência de Pierre Levy.
3. Cultura: Na época que havia decidido prestar vestibular para Biblioteconomia não a considerava uma área muito séria. O que eu queria mesmo é me tornar algum tipo de artista, como escritor ou ator teatral. Então comprei diversos livros de leitura criativa e também vários clássicos da literatura. Nos seis meses precedentes do vestibular fiquei em um retiro sem tv a cabo, dvd e internet e lí muitos livros, em sua maioria clássicos da literatura internacional (Flaubert, Thomas Mann, Machado de Assis, Kafka, etc.), com uma média de três por semana. Mas após entrar no curso acabei me envolvendo tanto com a Biblioteconomia que as vezes acho que a levei tão a sério que não tive muito tempo para as outras coisas.
4. Entreterimento: desde a infância sempre gostei de obras de referência (guias, dicionários, enciclopédias). Comprava guias de cinema no jornaleiro e os usava para me ajudar a escolher filmes na locadora. Os videogames sempre estiveram presentes e o meu primeiro Atari eu deveria ter uns seis anos de idade. Depois foi um Nintendo, Super Nintendo, Playstation e agora o uso PC e o Game Boy Advanced. Passei boa parte da adolescência com amigos músicos que tinham uma banda de Heavy Metal e cheguei a tocar teclado na banda por um curto período de tempo. Toco um pouco de gaita de boca. Mas musicalmente minha maior paixão é o Jazz e influênciado por Miles Davis comprei um trompete – que acabei precisando vender por causa da vida de estagiário.
5. Personalidade: Sou introvertido – o que geralmente é confundido com arrogância. Gosto muito de ajudar as pessoas. As vezes de forma tão ingênua que faz com que uma média das pessoas só me procurem quando precisam de algum favor. Ao mesmo tempo que tenho dificuldade em gravar os nomes das pessoas, tenho muita facilidade em memorizar as pessoas pelos seus interesses culturais – músicas favoritas, filmes, livros, etc.
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Lendo este seu post fiquei com mais respeito por você.
são 190 milhões por aí mas não deve haver muitos assim,
abr,
fernando
Adorei essa descrição, já o admirava como profissional, agora o admiro em quanto pessoa, se é que é indissociável essa relação.