Há três tipos de pessoas: pessoas que fazem as coisas acontecerem, pessoas que assistem as coisas acontecerem e pessoas que se perguntam o que aconteceu.

A minha impressão quando vejo alguns trabalhos apresentados em eventos, comentários de alunos, e o tipo de serviços desenvolvidos é que a representação que os Bibliotecários tem sobre os serviços e um modelo de comunicação para a internet é o mesmo de 10 anos atrás. Um modelo que não está orientado para o desenvolvimento de comunidades e uma melhor relação com as pessoas. Mas sim, o modelo que simplesmente leva o pior dos serviços de bibliotecas físicas – controle, políticas, mal atendimento – para o ambiente online.

Também não adianta resolver tentar se antenar e começar a criar um grupo de pesquisa, tentar escrever um artigo, ou inventar um novo modelo de biblioteconomia para ambientes virtuais. Porque se você começar desta forma, está seguindo exatamente o modelo oposto que este ambiente previlegia.

O que é preciso não são novas teorias, mas novos serviços e soluções. Não mediação e hierarquia, mas participação, envolvimento no cotidiano das pessoas e da comunidade. Não existe mais espaço para o profissional, grande imperador da mediação sentado no trono do alto da pirâmide.