A Importância da Desorganização e da Conversação

by Fabiano Caruso on janeiro 13, 2007

Lendo o post de Pedro Doria chamado Bagunça é bom, em que ele faz a tradução de uma passagem de um artigo sobre o livro A bagunça perfeita – os benefícios escondidos da desordem: “O lobby da arrumação fala dos benefícios da organização mas não de seus custos. Um sistema de organização no qual os papéis importantes ficam próximos do teclado e o resto distribuído em pilhas mais ou menos desconexas não toma muito tempo para gerenciar. Guardar cada papel em uma categoria precisa, com códigos de cor separando pastas e um sistema de referências cruzadas tomará tempo. No fim, provavelmente não economiza o tempo perdido”.

Percebí que foi algo que eu percebí nos últimos anos. Durante um certo tempo, preocupava-me demais com a organização das minhas leituras imprimindo os artigos e organizando por categorias. Mas chegou a um ponto em que estava me preocupando mais com o gerenciamento das minhas informações pessoais do que com o uso efetivo delas. O que seria, não a preocupação apenas com a organização, mas em poder reservar tempo para reflexâo sobre as leituras e principalmente em se conectar com as pessoas para a conversação sobre os temas de interesse.

No último ano, aprendí muito mais através da conversação – principalmente propiciada através dos blogs – do que simplesmente mapeando e recuperando leituras através de categorias e palavras chave no meu acervo pessoal. E também visitando os sites de bibliotecas e procurando livros interessantes para ler. Parei de gerenciar as leituras apenas em caráter pessoal e as estou gerenciando de forma coletiva através do Del.icio.us.

Acredito que pensar a função primária das bibliotecas (unidades de informação) como disseminação da informação uma questão ultrapassada. Pois não considera as características das pessoas e o que as realmente motivam a acessar a informação. Por isso que acabei me envolvendo mais com questões relacionadas a formação de comunidades e redes participativas.

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Gustavo janeiro 15, 2007 às 2:56 pm

isso eh mais uma coisa para os bibliotecários se preocuparem. Se todo mundo começar a pensar assim vão acabar todos os postos de trabalho hehehee

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