Taxonomia em Gestão do Conhecimento é para Amadores

by Fabiano Caruso on junho 5, 2007

O maior impacto que a Taxonomia por causar nas organizações do conhecimento é simplesmente o de dificultar o acesso às informações. Mas evidente, que as pessoas que geralmente estudam gestão do conhecimento em nosso modelo acadêmico, podem conhecer muita coisa sobre gestão, mas, evidente, pouca coisa de fato sobre os sistemas e as soluções informacionais emergentes.

A taxonomia é fundamental, quando você precisa construir um repositório documental que será acessado por muitas pessoas. Ou seja, garante critérios para recuperação da informação baseado no modelo clássico, top down. Em que um pequeno grupo define regras para o depósito de conteúdo, para facilitar que outro grupo pequeno tenha acesso ao mesmo depósito, e um grupo maior ainda, não entenda muita coisa e não consiga recuperar a informação.

Pior ainda, quando a taxonomia adotada é simplesmente uma representação da estrutura hierárquica da instituição. Em que todo o organograma da instituição, automáticamente transforma-se na estrutura de diretórios.

Evidente, que quando se fala em Gestão do Conhecimento, pensa-se logo em diversas pessoas que leram artigos interessantes sobre a internet, sistemas para controle e recuperação da informação, portais corporativos, e etc.

O problema é que o tempo que levaram para estudar a internet da década de 90, não puderam acompanhar a verdadeira transformação que está ocorrendo. E provavelmente, ao invés de vender para os clientes soluções baseadas em conceitos emergentes inovadores, vão se preocupar em vender da melhor forma que puderem tudo o que aprenderam na pós-graduação – provavelmente as pessoas que ainda vivem no universo dos e-mails e das pastinhas amarelas.

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Fabiano Caruso | Gestão do Conhecimento x Gestão da Inteligência Coletiva
junho 7, 2007 às 10:18 pm
Gestão do Conhecimento x Gestão da Inteligência Coletiva | Fabiano Caruso
julho 12, 2009 às 12:28 pm

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Bruno Brant junho 6, 2007 às 4:15 pm

Olá Fabiano,

Muito bom o artigo, concordo plenamente! Minha dúvida é se algum sistema de gestão de informação existente, reflete as “soluções informacionais emergentes”. Como acho que não, fico pensando que um profissional de informação que deseja empreender um sistema como esse tem também que contar uma equipe (programador/web designer/etc) que também não tenha ficado parado no século passado.

Como ainda sou estudante (biblio) tenho muita vontade de conseguir um estágio numa empresa grande/média que realize efetivamente a GC. Mas aí me pergunto: “Será que meu coodenador de estágio, caso eu consiga um nessa área, não vai ser uma pessoa que ‘ainda vive no universo dos e-mails e das pastinhas amarelas’ ? ”

Abraços!

Lourenzo Ferreira junho 8, 2007 às 9:23 am

Concordo totalmente!
O conhecimento não pode vir de cima pra baixo, pois todos nós temos nossos guarda-chuvas.
No nosso tempo, podemos construir e compartilhar o conhecimento em estrutura descentralizada, p2p!

André Luiz AEO outubro 20, 2007 às 3:59 pm

Fala Rapá
Acreditas que a professora de Gestão do Conhecimento, na banca da defesa do Taylor (Gecometro), disse que o negócio de wikiontology não funciona, que teria que ter algum especialista filtrando as entradas. Só quero saber quem vai pagar um super especialista, em tudo o que existe, pra ficar controlando comunidades… é uma piada!
Folksonomia e wikis já!

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