Personas e o Design de Serviços de Informação

A divisão de bibliotecas em tipos (universitária, pública, especializada, etc.) é uma espécie de segmentação de marketing. Este tipo de divisão foi fundamental para se pensar o desenvolvimento de serviços de informação na era da escassez da informação. Ou seja, de forma a otimizar e instrumentalizar a gestão dos acervos e serviços para que o pouco disponível seja disponibilizado para muitos.

Quando muitos profissionais pensam a internet, replicam este modelo de pensamento, ou seja, padrões de serviços baseados em uma era de escassez para um ambiente que é basicamente de abundância informacional. Então, pensou em internet, pensou em Biblioteca Digital. O que é um grande erro, pois há neste discurso uma confusão e troca dos meios (bibliotecas e serviços de informação) pelos fins (necessidades dos usuários).

Durante minhas leituras relacionadas ao estudo de usuários e comunidades durante a graduação, percebí que estes foram desenvolvidos não pensando-se na adaptação dos meios para os fins, mas sim, em como vender melhor os meios. Ou seja, como evitar que as bibliotecas e os diferentes tipos de bibliotecas tornem-se obsoletos.

No meu ambiente de trabalho as bibliotecas eram obsoletas quando cheguei. Minha alternativa foi a de desenvolver e migrar os serviços típicos das bibliotecas para ambientes digitais. Mas sempre sentí falta de um modelo de estudo de usuários e comunidades que pudesse oferecer um bom embasamento para que os serviços de informação pudessem ser desenvolvidos.

Foi então, que participando de uma comissão para o desenvolvimento da Intranet 2.0 descobrí conversando com o Luiz Daniel que trabalha com design de interação o conceito de Personas. E estou começando a estudar aplicações deste conceito para o desenvolvimento de serviços de informação em ambientes digitais.

Um dos primeiros resultados foi o meu trabalho de customização de um blog para servir de serviço de referência e repositório documental, seguindo um modelo colaborativo, para uma comunidade de pesquisa. No entanto, como este blog é de acesso restrito, irei apresentá-lo em um artigo intitulado: Blogs como Plataformas de Referência Colaborativa para Comunidades de Pesquisa.

Ou seja, o campo de pesquisa em que atualmente encontro as maiores contribuições teóricas para que se possam desenvolver serviços de informação de qualidade em ambientes digitais é o de Design.

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