No período pré-internet os recursos utilizados para a comunicação científica eram os que perduram até hoje: livros, anais de congresso e principalmente os periódicos (journals). Nestas últimas duas décadas o que aconteceu foi apenas a migração destes recursos para o ambiente web. Através de periódicos eletrônicos, bibliotecas digitais e repositórios institucionais.
Com a web 2.0 surgiram diversas iniciativas para incorporar os recursos como RSS Feeds e colaboração, mas vinculados aos mesmos journals. E recursos de Social Bookmarks como o delicious, mas específicos para Comunicação Científica como o Connotea e o Citeulike. Mas sempre iniciativas vinculadas aos journals como principal recurso para comunicação. Ainda não vivenciamos uma iniciativa 2.0, ou seja, que permita conexão direta entre os pesquisadores sem a necessidade de mediação clássica através dos journals ou instituições. Evidente que existe o peer review para qualificação dos artigos em journals – além de várias discussões neste sentido (particularmente tenho uma outra proposta para qualificação baseada em redes colaborativas, mas é um tema para outra discussão).
De qualquer forma, este post é para levantar a bola para um assunto que muito me interessa e mostrar alguns exemplos interessantes de sites na web que tem um jeitão de 2.0 para Comunicação Científica, pois são centrados na relação direta entre a publicação e os pesquisadores:
Dan Sperber com seus artigos organizados utilizando o WordPress. Mauro Pinheiro, com artigos, apresentações em eventos e etc. Além de outros exemplos relacionados como o do @cragmod, da Danah Boyd e do Brian Cox.
Será que além disso teremos outros formatos para superar os artigos, como nos publicados com o Omeka?
http://www.delicious.com/moreno/profile2.0
em breve, FabianoCaruso.com nesses moldes
certamente, e claro que os outros cases foram totalmente copiados da sua tag profile2.0.