Archive for the ‘Literacia’ Category
Nerds, Mídias Sociais e a Escola do Século 21 novembro 29th, 2008
Para que serve uma monocotiledônea?
Vale a pena assistir a palestra do Luli Radfahrer no Descolagem, realizado no NAVE (www.nave.oi.com.br) em 22 de novembro de 2008 com curadoria de Beto Largman em parceria com o instituto Oi Futuro.
(Tive a honra de fazer parte de uma mesa redonda sobre o tema Virtualidade no USP durante o EREBD com o Luli na semana passada, e devo escrever sobre minha experiência no próximo post. Mas existe uma resenha da mesa bem interessante feita pela Luana Coelho no Panorama Geek).
Tags: aprendizagem, apresentação, vídeos
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O Futuro da Educação na Web novembro 26th, 2008
Tenho pesquisado e trabalhado com a aplicação das tecnologias colaborativas como suporte a aprendizagem em rede, para apoio aos processos de pesquisa e desenvolvimento de projetos.
Existem três pesquisadores/consultores que são minhas principais referências:
Harold Jarche e o Connectivism.
Stephen Downes e o Connective Knowledge.
Jay Cross e o Informal Learning.
Algumas iniciativas no Ning que valem a pena acompanhar:
Corporate Learning Trends and Innovation
E um mapa mental atualizado uma lista de ferramentas para apoio a aprendizagem colaborativa preparado pelo Robin Good: Online Collaboration Tools - The Collaborative 2008 LearningTrends Map - que vou utilizar para atualizar o meu mapa conceitual da lista de ferramentas para apoio a aprendizagem colaborativa.
Vale a pena ler esta entrevista recente do Jay Cross: Blended learning is bunk: Informal learning the future.
Tags: aprendizagem, futuro, internet
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Escolas Matam a Criatividade? novembro 15th, 2008
parte 1/2
parte 2/2
Tags: aprendizagem, apresentação, vídeos
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Criando novos hábitos para inovar maio 19th, 2008
“A primeira coisa que você precisa para inovar é ter fascinação pelo maravilhamento.”
Can You Become a Creature of New Habits? é o artigo disponível no The New York Times.
Tags: inovação
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Como preparar uma apresentação e não entediar a sua audiência
abril 5th, 2008
A “morte por powerpoint” é uma das apresentações mais vistas no Slideshare, sobre um tema que cheguei a escrever neste blog que me interessa muito. Fiz uma tradução simples dela e a disponibilizei em um arquivo de 20MB no formato .pdf. Basta baixá-la através deste link.
Tags: comunicação
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A tensão entre a narração e a informação outubro 11th, 2007
O que o senhor acha dos caminhos abertos pelas novas tecnologias?
“A grande tensão que ocorre em nossos dias é a que confronta a narração com a informação. A novela é um gênero que concentra a experiência e o sentido e que envolve profundamente o sujeito que lê. A informação, por sua vez, deixa o sujeito de fora, o transforma em espectador. Assim surgiu outro tipo de autoridade. E está gerando uma sensação paranóica. É tal a quantidade de informação que sempre parece faltar um dado e que portanto você está desinformado. O positivo das novas tecnologias é que, ao favorecer a intervenção das pessoas, voltam a transformá-las em sujeitos. Esse é o caminho mais estimulante. E, curiosamente, foi Borges quem se antecipou para revelar essas modificações técnicas.” Ricardo Piglia.
Original em: El País.
Via: Midia Global (tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves).
Tags: livros
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Educação 2.0: o que é mais importante a se fazer na universidade hoje? agosto 15th, 2007
Acabei de ler um artigo super interessante da Penelope Trunk, intitulado: Education 2.0: What’s most important to do in college today?, que conduziu-me a outras leituras interessantes. Ela tem levantado questões importantes sobre os valores e comportamento dos Millennials.
Durante o curso de graduação, não possuia a quantidade de informações que tenho hoje para demonstrar a importância de um modelo de aprendizagem que pudesse favorecer o aprendizado ao longo da vida. Acredito que o maior desafio de hoje é o de poder equilibrar a importância da educação formal, com a aprendizagem informal e em rede. Mas em nosso país a educação formal é superistimada - o que tem gerado uma dinâmica infeliz mercantilização de diplomas e banalização do ensino. Um mercado cheio de profissionais imbecís com diplomas de mestrado e doutorado.
Então, como presidente do centro acadêmico, busquei centrar minhas iniciativas em dois sentidos: melhorar a qualidade de pesquisa dos estudantes, e incentivar uma mentalidade empreendedora, ambas focadas na solução de problemas. Na época, a minha sugestão como membro da comissão para o projeto político pedagógico do curso de Biblioteconomia da UFSC, era algum tipo de programa que permitisse disciplinas abertas e flexíveis. Em que estudantes de diversas fases poderiam encontra-se baseados em interesses em comum, para discutir e apresentar seminários sobre tópicos emergentes no campo. Isso ofereceria a oportunidade aos estudantes, em poder assimilar algumas tendências - sem necessáriamente precisar esperar por anos, para depois de sair alguma tese de doutorado sobre o assunto, pudessem ter alguma aula. Como a produção em nosso campo em outros países é super abrangente, teriamos oportunidade de conhecer e compartilhar novos tópicos.
O que eu ouví na época é que o perfíl dos estudantes não colaborava, e que eu estava buscando uma graduação adequada ao meu perfíl, e não pensando no perfíl dos alunos. Ou seja, foi muito complicado competir com a mentalidade de que a graduação é uma espécie de cursinho preparatório para concursos públicos. De um lado para preparar para concursos em bibliotecas, e do outro para concursos para a pós-graduação.
Como crescí em bibliotecas e utilizando a internet para pesquisas, sempre tive uma percepção sobre o valor da aprendizagem em informal e em rede, como complementação fundamental a aprendizagem formal em sala de aula. Mas visualizo hoje em algumas disciplinas do curso de graduação, o pior dos mundos possíveis para o processo de aprendizagem.
Alguns professores simplesmente não dão mais aulas mais aulas, passam artigos para que estudantes possam ler, fazer trabalhos, e depois apresentar para o resto da turma. O que para mim representa a corrupção dos valores da aprendizagem informal, transvertidos com um apelo a autoridade. O resultado disso é que os estudantes ficam sobrecarregados de trabalhos para fazer, e não tem tempo para fazer mais nada. E os mais espertos aproveitam-se dos tolos, que fazem trabalhos e colocam os nomes deles. Ou então, os grupos criam dinâmicas de compartilhamento de trabalhos. Ou seja, de um grupo de quatro alunos, dois fazem o trabalho de um professor, e outros dois fazem o trabalho de outro, e depois eles dividem os nomes nas capas dos trabalhos.
Que os estudantes desenvolvam autonomia de pesquisa, consigam trabalhar em grupo, e etc, é fundamental. Mas é preciso alcançar um certo equilíbrio entre a importância da educação formal, do papel do professor como capaz de conduzí-los ao conhecimento da melhor forma. Mas, que os estudantes tenham tempo para complementar o que foi-lhes apresentado em sala de aula, e que possam por conta própria buscar informações e associar-se com outros estudantes baseados em interesses em comum.
Para que pudesse aprender durante a minha graduação o que considerava importante, precisei abandonar a idéia de que um índice acadêmico alto é importante. E por conta própria, comecei a orientar minhas leituras. Sabia que a graduação é apenas burocracia intelectual que confere a pessoa uma titulação - que na verdade diz muita pouca coisa sobre a pessoa.
Foi devido aos problemas em relação a aprendizagem que idealizei a ExtraLibris. Enviei um convite aberto por e-mail para algumas listas de discussão, convidando pessoas interessadas em conversar sobre biblioteconomia, discutir tendências, trocar artigos, etc. Não escolhí a dedo pessoas que achava que pensava como eu. O resultado foi o encontro de pessoas com ideias distintas sobre diversos tópicos. Pessoas que provavelmente, em uma sala de aula nunca se gostariam, mas em rede, nos respeitamos com estudantes, pesquisadores, intelectuais e profissionais independentes. Foi onde mais aprendí, esta é a educação do futuro.
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