Educação 2.0

Por uma navegação redonda

Algumas customizações básicas que faço sempre que vou acessar a internet de um computador novo:

1. Instalo o Navegador: Mozila Firefox.
2. Instalo esta Extensão para o Firefox: Tabbrowser Preferences.
3. Instalo este Tema para o Firefox: Whitehart.
4. Depois acesso a minha página inicial – Página Indexadora Pessoal – inspirada no conceito de StartPage, através do MyPIP, de onde tenho acesso a todos os meus bookmarks – classificados por assunto e relevância.

Pronto. Dá até gosto acessar à internet assim.

Alteridade x Auto-Afirmação

Estas duas palavras estão há dias em meus pensamentos. Estou tentando fazer uma comparação entre a postura de um leitor que busca livros como forma de auto-afirmação de seus conceitos e pré-conceitos – o que não implica melhora da forma de pensar. E uma postura de Alteridade, que implica em tentar buscar leituras para que percebamos outras formas de ver, pensar, sentir o mundo e as pessoas.

Estamos rodeados de programas de incentivo à leitura, feiras de livros, e diversas atividades voltadas a promoção de um “hábito” de leitura. No entanto, à princípio a prática de leitura rasteira fica simplesmente como um símbolo de status.

Mas não é o momento ainda de escrever sobre o assunto. Mas de qualquer forma vou deixar o tema registrado para que possa dar continuidade às observações.

Senta que lá vem história

Com o envolvimento maior dos bibliotecários – e afins – em atividades de atendimento ao público infanto-juveníl, podemos perceber uma maior expressão de atividades de contação de histórias como prática de incentivo à leitura.

Este tipo de atividade faz-me pensar em dois problemas específicos:

1. Todas as crianças se envolvem com a prática de contação de histórias sem distinção?

As que não demonstram tanto interesse, podem acabar ficando estigmatizadas pelos responsáveis da atividade e até mesmo por alguns contadores de histórias sem uma compreensão mais específica sobre sua atividade.

2. Os profissionais interessados em políticas de incentivo à leitura – como a contação de histórias, estão preparados para realizar atividades para o público adolescente?

Outro ponto importante que deve ser pensado é a relação dos profissionais e o público adolescente. Que tipos de iniciativas podem ser pensadas para aproximá-los da leitura em um sentido mais amplo. Em um sentido mais restrito, ficariamos satisfeitos se o estudante simplesmente consultar o acervo para a cópia de uma passagem para a realização de um trabalho acadêmico ou se ele fizer o empréstimo de uma clássica obra nacional infanto-juvenil.

É possível investir em um política para bibliotecas para uma etapa pós-letramento? Ou seja, para um estudante que após se formar não ficará preso ao espírito de leitura utilitária – escola-vestibular?

Aproveitando para mencionar que, estes dois pontos podem ser usados para compreendermos que qualquer das nossas práticas – sem a devida auto-avaliação – pode se propagar como modismo, que não reconhece suas limitações. Muitos profissionais acabam abraçando a prática de contação de histórias preocupados com um terapeutico marketing pessoal, sem implicar necessáriamente em preocupação direta com o desenvolvimento das crianças e dos jovens.

Ciência e Literatura

O artigo “A ficção na fronteira da ciência” do Daniel Piza é uma introdução interessante para se conhecer alguns nomes relevantes da “Terceira Cultura”.


Por quê? Porque a crença dita pós-moderna na idéia de que “tudo já está dito” está sendo demolida pela inacreditável seqüência de descobertas científicas e tecnológicas dos últimos 20 anos, digamos. Aliás, não só por elas: também a realidade histórica vem ensinando que muitas das teorias da modernidade como as de Marx e Freud, embora seminais e geniais, já não são mais aceitas integralmente; conceitos como super-estrutura, mais-valia, id ou complexo de Édipo estão sendo testados e repensados pelos fatos e pelos novos instrumentos de pesquisa e análise. O capitalismo não morreu – está mais vivo do que nunca, com todas as suas contradições e falhas – e o irracionalismo não vingou como porta para libertar o indivíduo da repressão e lançá-lo na suposta liberdade dos sonhos. Nossa era soa anti-heróica por derrubar essas utopias todas, mas o tempo há de mostrar que há um senso de grandeza, de ousadia, nesse oceano de revisionismo atual.

Através do movimento da terceira cultura, tenho pensado seriamento no desenvolvimento de coleções para bibliotecas públicas por exemplo. Também tem relação com a mencionada formação liberal humanista que todo estudante de biblioteconomia deveria no mínimo conhecer em seus princípios, antes de se fazer seguidor de quaisquer críticas.

Romances em Língua Inglesa

A revista Time publicou uma lista dos 100 melhores romances da língua inglesa a partir de 1923.

Os que eu lí por inteiro foram:

1. Animal Farm – George Orwell
2. Lord of the Flies – William Golding
3. The Lord of the Rings – J.R.R. Tolkien
4. The Great Gatsby – F. Scott Fitzgerald
5. The Sun Also Rises – Ernest Hemingway
6. Watchmen – Alan Moore & Dave Gibbons

Os não terminados:

1. Tropic of Cancer – Henry Miller
2. White Noise – Don DeLillo
3. Lolita – Vladimir Nabokov

Via: Daniel Galera – Rancho Carne