Archive for the ‘Design’ Category

Arquitetura da Informação, Busca e Tesauros

outubro 30th, 2007

Ontem tive uma reunião com representantes do Google, para conhecer a sua solução de ferramenta de busca corporativa.

As minhas suspeitas em relação a como a Arquitetura de Informação é completamente superficial em termo de recuperação da informação confirmaram-se. Também é preciso mensionar em como um tesauro para portais é completamente desnecessário.

No momento estou buscando uma solução para um grande portal que equilibre uma arquitetura minimalista, uma sistema de busca poderoso, uma visão baseada em serviços de informação e personas, e um modelo de comunicação institucional diferenciado.

Finalmente conseguí compreender melhor o que estavam falando quando escreverem que o google ganha.

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Gestão do Conhecimento x Gestão da Inteligência Coletiva

junho 7th, 2007

Gestão do Conhecimento é top down, comando e controle, hierarquia, centralização, taxonomia.

Gestão da Inteligência Coletiva é bottom up, coordenação e fomento, descentralização, folksonomia.

Quando escreví que a taxonomia em gestão do conhecimento era para amadores no último post estava errado. Na verdade, o modelo de gestão do conhecimento é simplesmente adequado a cultura organizacional top down, e para controle informacional não existe nada melhor do que a taxonomia. Bom, pensando bem, poderia escrever ousadamente de uma vez que Gestão do Conhecimento é para amadores. Mas evidente que seria apenas uma provocação. Afinal de contas, quem sou eu para falar uma coisa destas.

Por enquanto fico no meu cantinho com as minhas leituras: Democratizing Innovation, Long Tail, Participatory Networks, Informal Learning, Social Software, etc.

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Taxonomia em Gestão do Conhecimento é para Amadores

junho 5th, 2007

O maior impacto que a Taxonomia por causar nas organizações do conhecimento é simplesmente o de dificultar o acesso às informações. Mas evidente, que as pessoas que geralmente estudam gestão do conhecimento em nosso modelo acadêmico, podem conhecer muita coisa sobre gestão, mas, evidente, pouca coisa de fato sobre os sistemas e as soluções informacionais emergentes.

A taxonomia é fundamental, quando você precisa construir um repositório documental que será acessado por muitas pessoas. Ou seja, garante critérios para recuperação da informação baseado no modelo clássico, top down. Em que um pequeno grupo define regras para o depósito de conteúdo, para facilitar que outro grupo pequeno tenha acesso ao mesmo depósito, e um grupo maior ainda, não entenda muita coisa e não consiga recuperar a informação.

Pior ainda, quando a taxonomia adotada é simplesmente uma representação da estrutura hierárquica da instituição. Em que todo o organograma da instituição, automáticamente transforma-se na estrutura de diretórios.

Evidente, que quando se fala em Gestão do Conhecimento, pensa-se logo em diversas pessoas que leram artigos interessantes sobre a internet, sistemas para controle e recuperação da informação, portais corporativos, e etc.

O problema é que o tempo que levaram para estudar a internet da década de 90, não puderam acompanhar a verdadeira transformação que está ocorrendo. E provavelmente, ao invés de vender para os clientes soluções baseadas em conceitos emergentes inovadores, vão se preocupar em vender da melhor forma que puderem tudo o que aprenderam na pós-graduação - provavelmente as pessoas que ainda vivem no universo dos e-mails e das pastinhas amarelas.

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FaceTag : Integrando a Classificação Bottom-up e Top-down

maio 1st, 2007

Eureka! Suporte teórico para a Gestão da Informação através dos Social Bookmarks.

http://facetag.org

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Personas e o Design de Serviços de Informação

abril 24th, 2007

A divisão de bibliotecas em tipos (universitária, pública, especializada, etc.) é uma espécie de segmentação de marketing. Este tipo de divisão foi fundamental para se pensar o desenvolvimento de serviços de informação na era da escassez da informação. Ou seja, de forma a otimizar e instrumentalizar a gestão dos acervos e serviços para que o pouco disponível seja disponibilizado para muitos.

Quando muitos profissionais pensam a internet, replicam este modelo de pensamento, ou seja, padrões de serviços baseados em uma era de escassez para um ambiente que é basicamente de abundância informacional. Então, pensou em internet, pensou em Biblioteca Digital. O que é um grande erro, pois há neste discurso uma confusão e troca dos meios (bibliotecas e serviços de informação) pelos fins (necessidades dos usuários).

Durante minhas leituras relacionadas ao estudo de usuários e comunidades durante a graduação, percebí que estes foram desenvolvidos não pensando-se na adaptação dos meios para os fins, mas sim, em como vender melhor os meios. Ou seja, como evitar que as bibliotecas e os diferentes tipos de bibliotecas tornem-se obsoletos.

No meu ambiente de trabalho as bibliotecas eram obsoletas quando cheguei. Minha alternativa foi a de desenvolver e migrar os serviços típicos das bibliotecas para ambientes digitais. Mas sempre sentí falta de um modelo de estudo de usuários e comunidades que pudesse oferecer um bom embasamento para que os serviços de informação pudessem ser desenvolvidos.

Foi então, que participando de uma comissão para o desenvolvimento da Intranet 2.0 descobrí conversando com o Luiz Daniel que trabalha com design de interação o conceito de Personas. E estou começando a estudar aplicações deste conceito para o desenvolvimento de serviços de informação em ambientes digitais.

Um dos primeiros resultados foi o meu trabalho de customização de um blog para servir de serviço de referência e repositório documental, seguindo um modelo colaborativo, para uma comunidade de pesquisa. No entanto, como este blog é de acesso restrito, irei apresentá-lo em um artigo intitulado: Blogs como Plataformas de Referência Colaborativa para Comunidades de Pesquisa.

Ou seja, o campo de pesquisa em que atualmente encontro as maiores contribuições teóricas para que se possam desenvolver serviços de informação de qualidade em ambientes digitais é o de Design.

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Dado, Informação, Compreensão e Ação

abril 11th, 2007

Dado, Informação, Conhecimento (Land of Confusion)

Relação Conceitual para a Era da Abundância:

  1. Dado (data)
  2. Informação (information)
  3. Compreensão (insight)
  4. Ação (action)

Para saber mais:
Thinking Faster - Data Analysis : The New Alchemy

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O Espírito dos Serviços 2.0

dezembro 4th, 2006

A Biblioteca 2.0 não é apenas sobre a utilização de Blogs, Wikis e Social Bookmaks e as diversas, bonitas e empolgantes novas tecnologias e oportunidades de aparecer para profissionais da informação. O que precisa ser compreendido é basicamente este ponto:

“Elevating people, groups (teams, communities) and networks to the same level of importance as data, information and process is long overdue.” Mike Gotta - Collaboration Loop.

(Elevar as pessoas, grupos (equipes, comunidades) e rede sociais para o mesmo nível de importância dos dados, informação e processos…).

Por exemplo, se um bibliotecário resolve implementar um wiki e define permissões para que só ele e alguns eleitos possam editar conteúdo, então na verdade não está implementando um serviço colaborativo - apenas está migrando a sua mentalidade atrasada para uma nova plataforma.

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