Biblioteca 2.0

Comunicação Científica 2.0

No período pré-internet os recursos utilizados para a comunicação científica eram os que perduram até hoje: livros, anais de congresso e principalmente os periódicos (journals). Nestas últimas duas décadas o que aconteceu foi apenas a migração destes recursos para o ambiente web. Através de periódicos eletrônicos, bibliotecas digitais e repositórios institucionais.

Com a web 2.0 surgiram diversas iniciativas para incorporar os recursos como RSS Feeds e colaboração, mas vinculados aos mesmos journals. E recursos de Social Bookmarks como o delicious, mas específicos para Comunicação Científica como o Connotea e o Citeulike. Mas sempre iniciativas vinculadas aos journals como principal recurso para comunicação. Ainda não vivenciamos uma iniciativa 2.0, ou seja, que permita conexão direta entre os pesquisadores sem a necessidade de mediação clássica através dos journals ou instituições. Evidente que existe o peer review para qualificação dos artigos em journals – além de várias discussões neste sentido (particularmente tenho uma outra proposta para qualificação baseada em redes colaborativas, mas é um tema para outra discussão).

De qualquer forma, este post é para levantar a bola para um assunto que muito me interessa e mostrar alguns exemplos interessantes de sites na web que tem um jeitão de 2.0 para Comunicação Científica, pois são centrados na relação direta entre a publicação e os pesquisadores:

Dan Sperber com seus artigos organizados utilizando o WordPressMauro Pinheiro, com artigos, apresentações em eventos e etc. Além de outros exemplos relacionados como o do @cragmod, da Danah Boyd e do Brian Cox.

Será que além disso teremos outros formatos para superar os artigos, como nos publicados com o Omeka?

Informação 2.0 – Redes Colaborativas e Serviços de Informação

Durante anos idealizei o oferecimento de um curso sobre Auto-Gestão Informacional e Colaboração presencialmente em cursos de graduação. Após experiências positivas em oficinas de 4 horas em eventos, integrei esta temática com uma base conceitual sobre Emergência e Organizações 2.0; Sistemas Colaborativos; e Desenvolvimento de Serviços de Informação criando o curso Informação 2.0 para o novo programa de EAD da ExtraLibris.

O conteúdo do curso é resultado do que tenho acompanhado em comunidades internacionais de consultores, educadores, gestores de comunidades e empreendedores, somando a minha formação e experiência profissional nos últimos 7 anos. A inspiração vem de novos modelos de aprendizagem (conectivismo, aprendizagem informal e em rede), tendências em gestão (inovação disruptiva, simplicidade, criatividade, colaboração, incubação de projetos), sistemas colaborativos (softwares sociais, computação em nuvem, sistemas de gerenciamento de conteúdo).

Pretendo oferecer (assim espero) novas perspectivas que permitam que os participantes possam participar e estimular a formação de suas próprias Redes Colaborativas e/ou Comunidades temáticas. Ou pelo menos possam utilizar os recursos da web para aprender melhor, trabalhar melhor, e, fundamentalmente, ter uma nova perspectiva sobre como é possível hoje (de uma forma que não imaginariamos há uma década) desenvolver novos projetos utilizando a web como principal plataforma de apoio.

As inscrições para a primeira turma iniciaram hoje e mais informações podem ser encontradas na página do curso na ExtraLibris em: Informação 2.0 – Redes Colaborativas e Serviços de Informação. Evidente que muita coisa pode ser melhorada. Mas é com a interação com este primeiro grupo que poderemos fazer um curso melhor.

Reescrevendo as Leis de Ranganathan

Ranganathan escreveu cinco leis fundamentais para Bibliotecas, mas estas leis não deveriam vigorar nos dias atuais. Foram escritas em uma economia industrial de escassez, em que as Bibliotecas eram o principal ambiente de conexão das pessoas com os livros. Os livros são importantes, mas o problema da escassez foi solucionado. O desafio atual não está na melhoria da qualidade da conexão das pessoas com os livros. Mas na melhoria da qualidade da conexão entre as pessoas.

O problema deixou de ser como encontrar o livro certo, mas como encontrar a inteligência certa. As redes sociais sempre foram a principal conexão das pessoas com os livros (dos clubes de leitura até os clãs de leitores de Harry Potter).  As pessoas na grande maioria do tempo não buscam livros digitando assuntos aleatóriamente em catálogos, mas porque outras pessoas as indicaram. Seja durante o seu período de formação acadêmica, seja no relacionamento com os familiares, ou porque inspiraram-se pela leitura de outra pessoa.

A Biblioteca 2.0 não é simplesmente sobre o uso de Tecnologias Sociais para promover a disseminação da informação. A Biblioteca 2.0 na verdade é sobre o desafio de conectar inteligências.

Poderiamos comerçar a reescrever as Leis de Ranganathan desta forma:

  1. A inteligência é para ser usada – uma pessoa é o que impulsiona o conhecimento. E podemos observar a importância das pessoas e de uma Biblioteca 2.o na seguinte frase: “quem sabe usar bem a informação, tem poder”. A informação, livros e documentos são apenas um meio. O conhecimento reside apenas nas pessoas.
  2. Toda pessoa tem algo para ensinar - refere-se a identificação de inteligencias. O bibliotecário deve identificar quem são as pessoas certas, que dominam as áreas de conhecimento de interesse, e que podem contribuir com outras inteligencias.
  3. Todo pessoa tem algo a aprender – refere-se a identificação de problemas. O que as pessoas desejam aprender, quais são os problemas que existem para ser resolvidos. O Bibliotecário tem a missão de conectar as pessoas que realizam perguntas, com aquelas que tem as respostas.
  4. Poupe o tempo do leitor – a criação de serviços de informação que permitam que pessoas conectem-se para ensinar e aprender, seja através da colaboração intelectual, e/ou o compartilhamento da informação, documentação e livros ente as pessoas é o desafio do Bibliotecário 2.0. As pessoas não procuram conhecimento em catálogos, mecanismos de busca e etc. As pessoas buscam e encontram conhecimento no relacionamento com outras pessoas. São outras pessoas que indicam bons livros, documentos e informações. O desafio está na construção de sistemas que evidenciem isso.
  5. Uma biblioteca 2.0 é um organismo em crescimento – o bibliotecário deve promover e estimular a formação de comunidades e redes sociais especializadas, que permitam que pessoas interessadas em um mesmo tema possam encontrar-se para trocar referências, documentos, e atuar em conjunto para a resolução de um problema em comum. Os sistemas colaborativos na internet possibilitaram a formação dos mais variados tipos de comunidades sem a necessidade de um profissional como intermediário. No entanto, o desafio do Bibliotecário está em promover a formação de comunidades mais inteligentes.

Ao invés de utilizarmos a web e a tecnologia da informação replicando a mentalidade industrial e o seu modelo “top down” de disseminação da informação, precisamos repensar e avaliar bem o impacto destas iniciativas. É preciso investir tempo na criação de serviços de informação inteligentes. Permitindo uma melhor conexão entre as pessoas e a sua produção intelectual (livros, documentos, apresentações).

Imaginem, por exemplo, que cada especialista ao invés de ter que publicar seus trabalhos compulsoriamente em Repositórios e Bibliotecas Digitais ineficientes, possam ter páginas pessoais na web em que suas competências sejam evidenciadas, em conjunto com a sua produção intelectual. Desta forma, o papel do profissional deixaria de investir tempo na promoção de leis e medidas coercivas para a manutenção do que foram preparados para fazer, para atuarem de forma mais próxima as pessoas nas comunidades que fazem parte e ajudá-las a disseminar melhor a sua informação e a conectarem-se de forma mais inteligente com os seus pares e aprendizes.

É preciso transcender as nossas tradições e deixar de lado um pouco as instituições clássicas que sustentam a Biblioteconomia hoje. Para que talvez, possamos nos reconectar profissionalmente para sermos capazes de criar novos serviços de informação que resolvam problemas mais atuais.

As tecnologias que permitem que isso aconteça estão disponíveis. E são mais simples, baratas, efetivas e fáceis de utilizar do que muitas das que nos foram ensinadas nas universidades.

Como podemos reescrever estas leis e reinventar a Biblioteconomia para que ela continue cumprindo o seu papel e nos reconectar-mos profissionalmente para reinventar a Biblioteconomia?

Um futuro para o bibliotecário sem os livros impressos – parte 2

Como poderiamos pensar uma nova formação para os Bacharéis em Biblioteconomia?

Minha proposta – escrita de forma bem simples – é de concentrarmos esforços em quatro competências:

- Biblioteconomista: orientar a bibioteca para a qualidade e eficiência nos serviços prestados, orquestrando a atuação de diferentes especialistas (notem, outros profissionais) para desenvolver serviços que melhor atendam aos usuários.

- Projetista de Serviços de Informação: um profissional capaz de indentificar problemas relacionados a informação e documentação, e planejar serviços específicos para resolver estes problemas, sejam em bibliotecas e centros de documentação, ou serviços de informação digitais.

- Assessor Informacional: hibrido entre o biblioteconomista e o projetista de serviços de informação. O biblioteconomista trabalha no ambiente da biblioteca, o projetista não precisa trabalhar necessáriamente em nenhuma ambiente, mas planejando serviços de informação para implementação nestes. Mas o assessor é um profissional solo, que está comprometido em oferecer apoio a algum processo organizacional, ou a uma pessoa ou comunidade específicos, independente da existência de bibliotecas ou centros de documentação.

- Pesquisador Tecnológico: é gritante a necessidade de realização de pesquisas tecnológicas – criando uma relação efetiva entre teoria e práticas profissionais – para que se busquem novas soluções para os problemas relacionados aos serviços de informação e a experiência dos usuários nas bibliotecas e em processos documentais.

Um futuro para o bibliotecário sem os livros impressos – parte 1

Durante a minha formação dediquei minhas pesquisas e exercicio profissional a compreender qual seria o papel da Biblioteconomia na sociedade em um mundo sem Bibliotecas. Durante esta busca, acabei desencantando-me da academia, saí da Biblioteca Especializada em que trabalhei de 2004 a 2007 e comecei a trabalhar com o que acredito ser uma espécie de profissional pós-biblioteconomia.

O que seria este pós-bibliotecário? É um profissional que percebeu que as Bibliotecas são apenas um meio, uma instituição importante que tem por objetivo garantir e preservar a autonomia e intelectual e estimular a colaboração e a formação de comunidades entre os cidadãos.  Independente da existência ou não das Bibliotecas, enquanto este ethos for preservado, o importante não será perdido e a profissão continuará encontrando novos caminhos para justificar a sua existência na sociedade. Esta é a minha interpretação sobre o “preservar o cunho liberal e humanista da profissão, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade da pessoa humana” no código de ética profissional do Bibliotecário.

De certa forma a Biblioteconomia no Brasil perdeu-se. Na década de 90 ela teve a chance de reinventar-se, mas seguiu um caminho triste. Um dos elementos representativos é a introdução do conceito de Unidades de Informação, como forma de ampliar o escopo de atuação dos Bibibliotecários e Documentalistas – mas que representa técnica sem ethos. Muitos perderam-se (ou encontraram-se) em temas e tendências como Gestão da Informação, Gestão do Conhecimento e Arquitetura da Informação. Alguns mais interessados começaram a buscar a Biblioteca 2.0 – até eu durante a graduação – mas restringiram o buzz 2.0 a ferramentas.

Qual seria o futuro para o Bibliotecário sem os livros impressos? Eu realmente não posso prever em definitivo, mas irei propor algumas alternativas, e apresentar um pouco do caminho profissional que segui, na segunda parte deste post.

Bibliopunks

Eu sou um bibliopunk. Você é um bibliopunk?

Os bibliopunks são bibliotecários que se organizam em grupos autônomos, não afiliados a organizações, sindicatos e as mais variadas alianças institucionais para definir os seus valores e práticas.

Utilizamos produtos não proprietários para desenvolver serviços de informação que defendam e promovam a autonomia intelectual das pessoas ao invés de buscar apenas novas oportunidades de se fazer dinheiro com nossas competências técnicas e aproveitando-se de modismos e tendências de mercado.

Nós sempre fomos bibliopunks.

Emergência e dinâmica informacional na blogosfera

Esta apresentação é a condensação da dissertação do Moreno Barros.

E também é um excelente exemplo de como criar slides despretenciosos, inteligentes e com o humor na medida certa que cumprem bem a função de despertar a curiosidade e interesse das pessoas sobre o assunto apresentado.

As tecnologias emergentes e o ethos profissional

Disponibilizei o vídeo do evento na íntegra da nossa apresentação no evento do SIBI USP pelo dia do Bibliotecário dividido em quatro partes neste link: http://vimeo.com/extralibris/videos.

Moreno dedicou sua apresentação a falar da sua experiência enquanto heavy user da internet fazendo uma comparação com diversos serviços de informação oferecidos e o que ele gostaria que fosse oferecido também através das bibliotecas. Também apresentou diversas iniciativas internacionais das bibliotecas que incorporaram a participação coletiva em seus serviços através da web, e diversas outras iniciativas relacionadas a cultura do livro e da leitura.

Minha apresentação foi um resgate da minha experiência enquanto usuário ávido de bibliotecas, e o que mudou a partir  de quando comecei a utilizar a internet em 1996. E depois como passei a inserir as tecnologias que faziam parte do meu cotidiano, em projetos relacionados a biblioteconomia no decorrer da minha formação.

Preparei quatro slides. Os quatro primeiros sobre os problemas que estava enfrentando na área durante a consolidação da minha identidade profissional, e o último sobre a solução que encontrei.

Problemas

Bibliotecas x Informação (formação profissional)

Conversação x Conhecimento (experiência das pessoas)

Qualitativo x Quantitativo (valor dos serviços)

Criatividade x Formalismo (gestão da inovação)

Solução

Autonomia Intelectual e Inteligência Social (consultoria e assessoria informacional)

Irei – mais uma promessa de atualização para o blog – escrever depois posts em separado sobre cada um dos tópicos que tentei explorar na apresentação.

Dia do Bibliotecário em São Paulo

Farei parte de uma mesa redonda sobre o tema “O uso de Novas Tecnologias em serviços de Bibliotecas voltadas ao atendimento, com maiores facilidades de serviços aos usuários“, no dia 12 de março com o Moreno Barros, em um Encontro Comemorativo do Dia do Bibliotecário promovido pelo Sibi (Sistema Integrado de Bibliotecas) da USP.

O release do evento é este:

Data: 12.03.2009
Horário: 14h às 17h
Local: Anfiteatro “Prof. Dr. Francisco Romeu Landi”
Escola Politécnica da USP (Prédio da Administração)
Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. 3, nº 380
Cidade Universitária – São Paulo, SP

INSCRIÇÕES ATÉ 10.03.2009 em divulgacao@sibi.usp.br

INFORMAÇÕES: Tel.: 3091-1545 / 1573
Email: divulgacao@sibi.usp.br
http://www.usp.br/sibi

Durante o mesmo dia acontecerão uma série de eventos pela cidade e o Web Librarian fez uma ótima compilação: Programação de Eventos em São Paulo.

Vou aproveitar a semana e tentar fazer um resgate dos temas que foram de meu interesse neste últimos anos de Biblioteconomia, e que motivaram-me a oferecer algumas oficinas em eventos da área e a ter a honra de ser reconhecido e convidado para palestrar em alguns eventos (publiquei ao lado um bibliocast gravado pelo Moreno da última vez que estivemos juntos em São Paulo – não reparem na qualidade dos meus trajes e no jeito de quem acabou de acordar) .

Mais leitores de livros eletrônicos e as bibliotecas

O título de uma matéria recente do The New York Times: Turning Page, E-Books Start to Take Hold (traduzido no Midia Global como: Mais Leitores estão optando por livros eletrônicos). Sobre o aumento da procura pelas novas tecnologias de suporte a leitura de livros (um livro é uma publicação impressa que constituí no mínimo 50 páginas).

É fato que diversos jornais impressos já estão deixando de existir lá fora, e o seu conteúdo está sendo produzido exclusivamente em formato digital.

Pensem nos dez anos que se passaram para a consolidação dos telefones celulares como tecnologia acessível para as diversas esferas de renda. Agora imaginem um cenário para as bibliotecas nos próximos dez anos.

A questão é, se uma nova tecnologia para leitura e troca de livros consilidar-se, teremos então a oportunidade para a consolidação dos investimentos em novos modelos de bibliotecas.Valendo apostar nos ambientes como prestadores de serviços para a formação de comunidades locais e redes sociais temáticas.

O Impacto das Tecnologias Emergentes na Formação Profissional

Participei no no último IX EREBD SE/CO da mesa redonda sobre o tema virtualidade com o Marcos Mucheroni e Luli Radfahrer. Como o tema do evento era sobre Liberdade – Subverção, fiz uma relação entre o impacto dos conceitos e tecnologias emergentes na formação profissional. Abaixo o roteiro que preparei antes da apresentação.

Primeira parte – Perfíl da Formação do Bibliotecário

Preservar o Cunho Liberal e Humanista da Profissão

- a expansão das bibliotecas públicas – a questão democrática e de direito a expressão de idéias e desenvolvimento pessoal e profissional.

- as práticas tradicionais da biblioteconomia estão orientadas para o incentivo a autonomia intelectual das pessoas?

- miopia de marketing – fins e meios.

- desenvolvimento organizacional x desenvolvimento humano.

- a mudança de “paradigma” bibliotecas – unidades de informação (gestão da informação, arquitetura de informação) é uma mudança real?

- formação baseada na relação instituição x sociedade.

- evidencias de práticas do bibliotecário enquanto profissional liberal.

- existe um comprometimento real das bibliotecas e unidades de informação em desenvolver serviços alinhados aos problemas reais das comunidades, ou suas deficiências estão vinculadas a interesses e poderes maiores?

Segunda Parte – As Redes Sociais e Liberdade de expressão através da Web

Unidades de Informação x Pessoas

- pessoas encontram-se com pessoas com interesses em comum e formam comunidades e redes sociais.

- bottom up x top down.

- a cultura baseada na colaboração, relacionamentos e compartilhamento de informações evidencio-se na web através da computação social.

- o maior desafio do ensino de biblioteconomia está em garantir aos estudantes a percepção de que a atuação profissional não está restrita ou é limitada ao trabalho em ambientes, ou centrado apenas em gestão de acervos e unidades de informação.

- as leis não são sobre o que é certo ou errado, justo e correto, mas sobre o que é permitido ou não permitido na sociedade.

- as maiores oportunidades de atuação profissional são de certa forma subversivas.

Efetividade para Pesquisadores com o Firefox

Utilizo o navegador Mozilla Firefox, principalmente pela sua funcionalidade de adicionar complementos que facilitam bastante a vida de quem trabalha com a dinâmica de Gerenciamento do Conhecimento Pessoal. Os fundamentais neste sentido para mim são:

Gmail Notifier
https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/173

Del.icio.us
https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/3615

Google Reader Watcher
https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/4808

Read It Later
https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/7661

PDF Download
https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/636

Download Statusbar
https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/26

Video DownloadHelper
https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/3006

Da Biblioteca ao Núcleo de Inteligência Social

O desenvolvimento de serviços de informação de serviços relacionados a aprendizagem e geração de novos conhecimentos são tradicionalmente de responsabilidade das bibliotecas em instituições de ensino e pesquisa. Mas atualmente, graças às novas tecnologias e conceitos, baseados em redes sociais, inovação aberta, colaboração, aprendizagem em rede, e o perfíl de uma nova geração de estudantes e profissionais, foi preciso repensar o modelo tradicional das bibliotecas. A estratégia de bibliotecas como redes participativas (Biblioteca 2.0) foi uma forma de aproximar aproximar as bibliotecas consolidadas com as demandas emergentes de serviços baseados em tecnologias colaborativas.

Mas para instituições que não possuem bibliotecas, ou quando é inviável que a biblioteca incorpore um novo modelo estratégico, foi preciso repensar o papel das bibliotecas (unidades de informação) e o perfíl dos profissionais envolvidos. Alguns problemas também foram fundamentais para consolidação da nova estratégia:

Gestão Informacional: a representação orientada apenas para a relação informação/documentação x geração de novos conhecimentos.

Gestão de TI: desalinhamento da da gestão com o desenvolvimento de novos serviços para bibliotecas – as bibliotecas costumam limitar seus serviços a mentalidade automação e criação de repositórios digitais.

Profissionais: a postura tradicional de profissionais da informação que crêem em mediação da informação, adotando um modelo de cima para baixo no desenvolvimento de serviços.

O planejamento estratégico do tipo de práticas adotadas por este novo modelo é o seguinte:

O Núcleo de inteligência social

O núcleo de inteligência social deverá se capaz de prover serviços de informação e prestar assessoria informacional com a finalidade de estimular uma cultura de aprendizagem colaborativa de inovação, para tanto:

Serviços de Informação

- Identificar demandas e necessidades de informação

- Mapear e reconhecer fluxos informais de informação

- Desenvolver serviços de informação

- Avaliar os serviços de informação através do feedback da comunidade

Aprendizagem Colaborativa

- Oferecer treinamentos, oficinas e cursos relativos para desenvolver habilidades informacionais

- Incentivar a utilização das tecnologias colaborativas para comunicação corporativa

- Estimular a auto-gestão e colaboração informacional

- Apresentar soluções para o gerenciamento de informações pessoais

- Orientar quanto ao uso de agregadores de conteúdo para acompanhamento de atualizações de sites através do RSS.

Gestão de Tecnologias Colaborativas

- prover infra-estrutura de tecnologia de informação

- implementar tecnologias colaborativas (blogs e wikis) como ferramentas para suporte a comunicação corporativa

Ciência 2.0 – é a ciência de acesso aberto o futuro?

A Ciência 2.0 refere-se geralmente a novas práticas de cientistas que publicam resultados experimentais, teorias nascentes, reinvindicações de descobertas e projetos documentais na Web para que outras pessoas possam ver e comentar.

Defensores dizem que estas práticas de “livre acesso” tornam o progresso científico mais colaborativo e, portanto, mais produtivo.

Críticos dizem que os cientístas que colocam resultados preliminates online correm o risco de que outros copiem e exporem os seus trabalhos para ganhar crédito ou mesmo registrar patentes.

Apesar dos prós e contras, os sites de Ciência 2.0 começam a proliferar. Um exemplo notável é o projeto OpenWetWare iniciado por  engenheiros biológicos da Massachusetts Institute of Technology.

Artigo completo na Scientific American: Science 2.0 – Is Open Access Science the Future?

ExtraLibris 2.0

ExtraLibris foi um projeto iniciado no final de 2004, época em estava no meio da minha graduação em biblioteconomia. Pensei em um projeto que pudesse que pudesse contribuir para a formação dos estudantes, através da troca de informações sobre tendências internacionais na área. Foi então que enviei um e-mail convite para alguns estudantes que havia conhecido em eventos acadêmicos, e outros que estavam envolvidos em projetos na internet com os primeiros blogs de biblioteconomia.

Com as pessoas que responderam a mensagem, formamos o nosso primeiro grupo de discussão: Alex Lennine, Gustavo Henn, Moreno Barros e Rodrigo Galvão. E em seguida criamos a Revista ExtraLibrisapós uma pesquisa simples que fiz durante a graduação a respeito.  Que tinha como proposta a publicação de ensaios críticos de estudantes de biblioteconomia, mas que acabou servindo como ambiente para seleção e tradução de artigos internacionais relacionados a biblioteconomia.

Em seguida resolvemos criar a extraLibris.org e optamos por uma mudança de abordagem – ao invés de todos se concentrarem em um projeto, cada um poderia propor um projeto e administrá-lo com o apoio de todos os outros do grupo. Então implementei um modelo de incubação de projetos, em que apenas após um projeto tivesse fosse consolidado, seria divulgado através da página inical da ExtraLibris. Durante este tempo, através da nossa lista de discussão privada, aprendemos colaborativamente trocando informações e discutindo, sobre diversas tendências na área.

A nova proposta é abrir este modelo baseado na incubação de projetos e aprendizagem colaborativa para a nossa comunidade de visitantes, criando a ExtraLibris 2.0.

Para a comunidade criei um ambiente wiki (extralibris.org/wiki) dividido em três seções: Projetos, Inteligência Social e Recursos de Informação.

As regras iniciais de participação são simples:

Cadastramento

A pessoa interessada cadastra-se no ambiente wiki e deixa uma mensagem na página “novo membro” colocando o seu nome e seu login no ambiente para criação de link para a sua página pessoal. Em sua página inicial ela pode colocar informações pessoais, apresentando-se para todos os membros da comunidade.

Projetos

Cada projeto é administrado por uma pessoa, que tem o compromisso de descrevê-lo para a comunidade e solicitar o apoio dos membros da comunidade para o projeto. Os membros da comunidade podem deixar comentários, dúvidas e sugestões sobre o projeto na página de discussão dentro de cada projeto. O administrador de cada projeto tem a liberdade de selecionar os membros da comunidade para colaborar com o seu projeto, mas tem o compromisso de divulgar de forma transparente para toda a comunidade sobre o andamento do projeto.

Os membros da comunidade também poderão sugerir projetos. A incubação do projeto será avaliada, e implementada para o novo colaborador que tem o compromisso de administrar o seu projeto e convidar outras pessoas para trabalhar em conjunto. Mas a criação dos primeiros projetos por novos membros da comunidade, será feita apenas após os primeiros meses desta nova proposta, para que a comunidade possa assimilar os recursos de informação utilizados nos projetos existentes e a dinâmica de aprendizagem colaborativa.

Aprendizagem

Com esta proposta buscamos incentivar a formação de uma comunidade orientada para a participação crítica e aprendizagem colaborativa, através da troca de informações e desenvolvimento de projetos entre os seus membros.

Sejam bem vindos a nova ExtraLibris.

Repositórios Digitais, Science Commons e Fedora Commons

Durante um tempo pesquisei e avaliei comparativamente a funcionalidade de aplicações opensource para repositórios digitais. As opções consolidadas atualmente neste sentido são o DSpace, Fedora, ePrints e Greenstone. Optei na época pela implementação do DSPace no ambiente que trabalhava, pois suas funcionalidades eram as que mais se adequavam ao perfíl de serviços necessários. Também contei com o apoio de STJ que compartilhou a sua versão de tradução para o português (br) da plataforma.

Mas tive uma agradável surpresa em descobrir uma nova versão do Fedora chamada Fedora Commons, para servir de suporte ao movimento Science Commons. Que este modelo possa servir de inspiração para iniciativas locais em divulgação científica.

As Dez Melhores Suposições sobre o Futuro das Bibliotecas Acadêmicas e os Bibliotecários

Do relatório da “The Association of College and Research Libraries” de Janeiro de 2008:

1. Haverá uma maior ênfase na digitalização de coleções, conservação de arquivos digitais, e melhoria dos métodos do armazenamento de dados, recuperação, curação, e serviços.

2. As competências dos bibliotecários continuará a desenvolver-se em resposta às mudanças das necessidades e as expectativas das populações às que eles servem, e o contexto profissional da equipe de suporte da biblioteca ficará cada vez mais diversificado em apoio a novos programas de serviços e necessidades administrativas.

3. Os estudantes e o corpo docente da faculdade continuarão exigindo o acesso crescente a recursos de biblioteca e serviços, e esperar encontrar uma presença de biblioteca digital rica tanto no emprego de sistemas acadêmicos com as funcionalidades de computação social.

4. Os debates sobre a propriedade intelectual ficarão cada vez mais comuns no ensino superior, e os recursos e a programação educativa relacionada à gerência de propriedade intelectual serão uma parte importante dos serviços da biblioteca à comunidade acadêmica.

5. A evolução da tecnologia de informação formará tanto a prática da pesquisa escolar como a rotina diária de estudantes e corpo docente, e as exigências por serviços relacionados à tecnologia e ambientes de usuário ricos em tecnologia continuarão crescendo e necessitarão investimento adicional.

6. A educação superior será cada vez mais abordada como um negócio, e serão cobradas mais responsabilidade e medidas quantitativas relativas as contribuições da biblioteca para a pesquisa, ensino, e as estratégias de serviços da instituição criarão programas de avaliação de biblioteca aproximando-os da alocação de recursos de recursos institucionais.

7. Como a parte “do negócio do ensino superior,” os estudantes se enxergarão cada vez mais como “os clientes” da biblioteca acadêmica e exigirão facilidades de alta qualidade, recursos, e serviços afinados para as suas necessidades e preocupações.

8. A aprendizagem online continuará expandir-se como uma opção de estudantes e corpo docente – tanto no ambiente universitário e fora dele – e as bibliotecas investirão em recursos e serviços para uma comunidade acadêmica distribuída.

9. A demanda por acesso livre, acesso público a dados, e aos resultados de pesquisa, como parte de programas de pesquisa com financiamento públicos continuará crescendo.

10. A proteção da privacidade e o suporte a liberdade intelectual continuará crescendo e definindo questões relativas as bibliotecas acadêmicas e os bibliotecários. ”

Clique para baixar um arquivo PDF de 29 páginas.

via: Stephen Lighthouse.

Construíndo uma Biblioteca Acadêmica 2.0

Imagem de Amostra do You Tube

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The Academic Library 2.0 conference will address the phenomenon of academic libraries taking affirmative steps to deploy technologies and services that facilitate users’ virtually instant connection to diverse sources of knowledge and information, as well as to help users directly contribute form and substance to those sources.

Em relação a uma perspectiva de Biblioteca 2.0 nas universidades, a minha visão é um tanto, como poderia-se dizer, incomum. Não sei se seria algo como uma Biblioteca Central sem livros, ou Bibliotecas Setoriais sem livros. Mas seria uma espécie de dinâmica, top down x bottom up, em relação a competências e desenvolvimento de serviços.

As bibliotecas centrais como provedoras de infra-estrutura e serviços, que ofereçam suporte ao fortalecimento das comunidades de interesse que geralmente frequentam mais as bibliotecas setoriais. Todos os procedimentos técnicos burocráticos sob responsabilidades das bibliotecas centrais, e o papel dos profissionais nas setoriais, como catalizadores de uma dinâmica informacional centrada nas pessoas e em sua experiência intelectual acadêmica.

Existe um potencial enorme em relação a prestação de serviços de informação no ambiente acadêmico, pois a comunidade é fechada. Ou seja, os estudantes e professores possuem matrículas em um vínculo formal na acadêmia. Isso permite que esta identidade seja melhor aproveitada em softwares sociais para a comunidade.