Biblioteconomia Secretariado

by Fabiano Caruso on dezembro 14, 2006

Caso perguntem-me qual é o perfíl dos profissionais atuantes no campo de Biblioteconomia no mercado, dentre as diversas possibilidades de atuação e oportunidades, o mais presente é o de Biblioteconomia-Secretariado.

Se no Brasil tivessemos uma formação técnica e a presença forte destes profissionais, pessoas mais bem qualificadas poderiam ser contratadas para atuar em bibliotecas, para resolver problemas específicos relacionados aos procedimentos, como catalogação, indexação, etc.

Algumas pessoas irão argumentar que estes procedimentos envolvem questões complexas. E que um profisisonal técnico não daria conta de forma profissional. Mas o que percebo é justamente o contrário. Bibliotecários que colocam as técnicas em um patamar secundário, não conseguem ter uma formação sólida para trabalhar exclusivamente com estas.

Ao mesmo tempo que, se os mesmos se ocupam de outras questões, acabam se tornando uma espécie de profissional híbrido, de secretariado e biblioteconomia. Pois, conhecem dos procedimentos em um nível superficial. Mas suficiente para delegá-los para outros profissionais. E passam a cuidar de outras questões em uma biblioteca, como atendimento ao usuário, serviço de referência, etc. Mas, como pouco conhecem sobre as atividades fins em bibliotecas (marketing e inovação), acabam adotando uma postura de secretariado em relação as bibliotecas.

A postura de secretariado acontece da seguinte forma. São profissionais que se importam demais em atender as demandas, sem ter uma visão estratégica. Ou sem conseguir relacionar o campo com um objetivo maior (como a formação de comunidades por exemplo). Então, o marketing por exemplo, é erroneamente interpretado como uma tentativa de agregar valor a biblioteca e ao bibliotecário, através de iniciativas para que a biblioteca apareça – não que seja um elemento de transformação.

A preocupação com controle, organização e processamento técnico não é típica de nenhum inovador que eu conheço. Mas um técnico, pode ser um inovador se ele compreender os procedimentos em um nível avançado, de forma que possa sugerir melhorias.

Na segunda parte da minha colocação, vou dar exemplos práticos deste comportamento biblioteoconomia-secretariado em diversas esferas de atuação. Aproveitar para diferenciar este trabalho do trabalho de profissionais que buscaram especializações – e a versão positiva e negativa destas. Talvez um pouco sobre a aversão os profissionais com este perfíl sentem dos profissionais de nível técnico. E para finalizar a afirmação das minhas impressões após comprar um livro, lançamento recente da área sobre gestão de unidades de informação (sic!).

Leave a Comment

Previous post:

Next post:

</