Um futuro para o bibliotecário sem os livros impressos – parte 2

by Fabiano Caruso on setembro 11, 2009

Como poderiamos pensar uma nova formação para os Bacharéis em Biblioteconomia?

Minha proposta – escrita de forma bem simples – é de concentrarmos esforços em quatro competências:

- Biblioteconomista: um lider – com conhecimentos de outras áreas – que orienta a bibioteca para a qualidade e eficiência nos serviços prestados, orquestrando a atuação de diferentes especialistas (notem, outros profissionais) para melhor atender aos usuários e a comunidade.

- Projetista de Serviços de Informação: um profissional capaz de indentificar problemas relacionados a informação e documentação, e planejar serviços específicos para resolver estes problemas, sejam em bibliotecas e centros de documentação, ou serviços de informação digitais.

- Assessor Informacional: hibrido entre o biblioteconomista e o projetista de serviços de informação. O biblioteconomista trabalha no ambiente da biblioteca, o projetista não precisa trabalhar necessáriamente em nenhuma ambiente, mas sim, planejando serviços de informação para implementação nestes. Mas o assessor é um profissional solo, que está comprometido em oferecer apoio a algum processo organizacional, ou a uma pessoa ou comunidade específicos, independente da existência de bibliotecas ou centros de documentação.

- Pesquisador Tecnológico: é gritante a necessidade de realização de pesquisas tecnológicas – criando uma relação efetiva entre teoria e práticas profissionais – para que se busquem novas soluções para os problemas relacionados aos serviços de informação e a experiência dos usuários nas bibliotecas e em processos documentais.

Cada um destes perfís pode ser melhor detalhados – com exemplos práticos e melhor fundamentação teórica – em posts mais a frente, ou em nossa conversação aqui nos comentários. O que vocês acham?

{ 3 comments… read them below or add one }

Guilherme Lourenço Machado setembro 13, 2009 às 4:56 pm

Genial!

Eu só incluiria mais um ramo:

Marqueteiro da Informação: é um profissional que atua em todas as mídias e meios de comunicação digitais afim de disseminar de forma seletiva a informação antevendo a necessidade do usuário.

Jefferson setembro 24, 2009 às 9:43 am

Muito Bom.

Vejo que a atuação do novo profissional deveria ser focado nas redes sociais, mas não como um “intermediário”, e sim como um usuário ativo “infiltrado” na rede. Assim, através de sua presença e interação com os demais participantes, ele poderia detectar as necessidades dos usuários e assim oferecer soluções informacionais (serviços ou produtos) para os mesmos.

Abraços.

Fabiano Caruso setembro 24, 2009 às 9:55 am

Olá Guilherme e Jefferson.

As observações de vocês são interessantes e ressaltam bem a preocupação que o profissional deve ter com a questão de marketing – que é um campo muito mal compreendido e confundido com publicidade de bibliotecas e bibliotecários.

Quando pegamos os textos para ler sobre o que bibliotecários podem fazer, percebemos que eles são um levantamento de novas possibilidades de mercado (ação cultural, arquitetura web, organização de acervos), mas muitas vezes pensadas sem fazer uma real conexão com o ethos profissional.

Espero ter a oportunidade de dialogar com mais calma por aqui sobre esta questão com vocês.

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