O ensino de biblioteconomia na contra-mão da evolução da comunicação online

by Fabiano Caruso on fevereiro 8, 2007

Basta conferir o post original do Sr. Carlos Castilho no blog Código Aberto para comprender a relevância: O ensino do jornalismo na contra mão da evolução da comunicação online, e as similariedades do problema relacionado a Biblioteconomia.

A maneira mais simples de compreender como a biblioteconomia e alguns campos de pesquisa estão caminhando na contra-mão é através da teoria de sistemas. O ensino tradicional é baseado em um modelo top-down, em que algumas pessoas selecionam, redigem e administram conteúdo para poder disseminar goela abaixo para os usuários e leitores.

A questão é que, tanto leitores de jornais como frequentadores de bibliotecas, em uma sociedade cada vez mais conectada – tanto através da web, quando utilizando outros recursos – possuem cada vez mais autonomia para publicar, buscar e trocar informações.

A solução estratégica viável. Não continuar investindo em grandes centros de informação, ou grandes pensando em grandes repositórios ou publicações. Mas pensar em Serviços de Informação de qualidade que estejam bem focados em nichos de interesse em específico. Que possam oferecer um nível de personalização baseado nesta comunidade, e não em uma falsa segmentação.

Um aspecto interessante que podemos pensar visualizando a pirâmide (dado – informação – conhecimento – sabedoria) é em como desenvolver serviços não centrados na mediação da informação, mas sim na relação conhecimento e sabedoria. Mas isso já é um outro assunto… mais a frente dedico um tópico em especial apenas sobre possibilidades de serviços centrados em comunidades.

{ 1 comment… read it below or add one }

Marcelo Antunes fevereiro 8, 2007 às 2:56 pm

Têm razão, hoje em dia a troca de informações está cada vez mais privilegiando o usuário em busca da informação do que o dententor/publicador da mesma. Vide o conceito por trás de feeds RSS, onde o usuário escolhe o que quer ver. Ainda mais quando você pensar que em um futuro não muito distante será possível (claro que nem todo mundo fará isso) acessar qualquer biblioteca do conforto do lar.

Leave a Comment

Previous post:

Next post: