Gestão da Inteligência Coletiva

by Fabiano Caruso on maio 7, 2007

Ecologia do Conhecimento

Design de Serviços de Informação

Desenvolvimento de serviços de informação para comunidades de pesquisa, organizações sem fins lucrativos, profissionais liberais, etc. Tais serviços podem ser utilizados tanto como plataformas para mapeamento de informações estratégicas, como para produção colaborativa de novos conhecimentos.

Fluência Informacional

Refere-se a capacidade cognitiva necessária tanto para interação no serviço informacional, quando para colaboração na rede participativa. Valores que precisam ser estimulados: pensamento crítico, colaboração, criatividade, comunicação, qualidade em pesquisa, cidadania.

Redes Participativas

Modelo colaborativo tanto para transformação de informação em conhecimento (comunidade de pesquisa), quando para multiplicação de experiências bem sucedidas (organizações sem fins lucrativos), e etc.

…Este modelo é resultado do meus últimos cinco anos de leituras, experiências empíricas e empreendimentos. Finalmente conseguí visualizar de forma clara como os conceitos estão ligados e como podem ser convertidos estratégicamente como base teórica para o estimulo a inovação e desenvolvimento humano.

O meu conflito intelectual é que estava tentando enxergar de alguma forma o papel das bibliotecas (unidades de informação) neste processo. Mas a questão é que simplesmente elas são apenas ambientes em que este modelo pode ser aplicado, e não os espaços necessários para aplicação deste modelo.

Percebam que o termo Design da Inteligência Coletiva não é um termo lá muito adequado. Quando penso nele começo a imaginar programas de propagação ideológica utilizados tanto pelo nazismo quanto pelo comunismo. Ou então em grandes currais de participantes ao estilo “orkut”, “elgg” e “moodle” em que na tentativa de se agregar diversos recursos fechados em um único ambiente, acaba-se por matar o que é mais importante: a autonomia criativa dos participantes.

Resolvi agregar os três modelos conceituais como fundamentais para o estímulo de uma “Ecologia do Conhecimento”. Como a minha idéia é um modelo centrado no papel das pessoas (e não na figura do gestor) o resultado seria o fortalecimento da comunidade – e não o fortalecimento da figura do facilitador. Ou seja, o melhor incentivador de uma ecologia do conhecimento é aquele que é invisível, o que pode ser esquecido. Porque quem deve ficar em evidência são as pessoas.

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